quinta-feira, 8 de março de 2007

Ele está à porta!


Porque o Cone também presta serviço público, encarem isto como uma lembrança e um estimulo para começarem a preencher os ditos modelos 3 e respectivos anexos!

Apesar da evolução do Homem, da Industrialização, do choque tecnológico, etc, nós continuamos ainda bem perto daquilo que fomos, seres tribais, ligados por laços culturais muito fortes que se renovam todos os anos em volta de um ritual colectivo.
Existe uma tribo, numa ilha perto da Austrália, os Bunlaps, que todos os anos reúnem os homens da aldeia em torno da construção de uma enorme torre que servirá de base para um salto de fé, tipo Bungee Jump, mas com leanas atadas aos tornozelos, enquanto os homens e crianças do sexo masculino eleitas para este momento, vão saltando. Em baixo, a restante tribo vai dançando e entoando cânticos de forma a incentivar os saltadores e a desejar que no próximo ano as chuvas tragam boas colheitas.

Pois bem, eu senti algo muito proximo desta realidade naquela luminosa manhã de 2006 em que fui às finanças, não para entregar o IRS, pois, graças ao choque tecnológico, já o tinha feito pela Internet, mas fui tratar do pedido de isenção do IMI (Imposto Municipal que não percebo e não quero pagar, e para tal tive de andar tipo engenheiro a olhar para a planta da casa a fazer medições... história que contarei depois). O facto de me ter apresentado numa repartição de finanças no último dia para a entrega do IRS, mas sem esse generalizado objectivo, fez de mim um turista, ou melhor, um antropólogo que se infiltra no seio de uma tribo para estudar os seus hábitos e costumes culturais.

Agora sim, vejo o nosso lado tribal, assente num ritual anual que fortalece os laços sociais. Foi bonito de se ver. Eram centenas de pessoas que partilhavam histórias, emoções, sentimentos, mas que no fundo estavam ali, faziam parte de algo. Durante quase um dia inteiro, para muitos, aquela era a sua tribo. Vi pesoas a chorar, pessoas a rir, pessoas que se incentivavam mutuamente - "Vá já so faltam 178 senhas para a sua vez! É verdade, já faltou mais!" e vi pessoas revoltadas "É por isto que Portugal não vai para a frente!".

Assim, como os individuos da tribo Bunlap, que sabiam perfeitamente que se poderiam magoar saltando daquela altura, os contribuintes estavam ali, seguros e confiantes, pois aquele era o seu momento. Aos poucos, vi as pessoas a sairem da sala, onde acabavam de entregar a declaração de IRS, com ar de quem sofreu, mas rejubilando o facto de terem conseguido dar o salto - "este ano já está, agora é só para o próximo!".

Eu, que também não quero fugir às minhas raízes, percebi que realmente as novas tecnologias só levam a que se percam as coisas boas da vida. Por isso, este ano, que se lixe a "passa" tecnológica, que se lixe a entrega do IRS pela Internet, eu quero fazer parte do grupo!

terça-feira, 6 de março de 2007

Questão pertinente



Hoje utilizo este espaço para colocar uma questão que me assola a mente com alguma frequência e quero usar este canto para ver se tenho es resposta que preciso, então cá vai:

Se entrarmos numa casa de banho pública e tivermos a lucidez mental para verificar a quantidade de papel higiénico que nela existe e verificarmos que já não abunda, se não pudermos usar outra qualquer casa de banho por uma diversidade enorme de motivos, qual das opções é que tomamos, isto tendo em conta que o papel já não abunda volto a frisar e temos sempre que o uitilizar para a limpeza do rabo claro, não o podendo esbanjar à toa:

A) Usamos papel apenas para forrar o chamado aro da sanita como protecção contra um número infinito de impurezas

B) Usamos o papel para tapar o fundo da sanita, protegendo o nosso rabo do flagelo do salpico da água, também conhecido como repuxo

C) Não usamos o papel para nenhum dos anteriores, correndo assim riscos e apenas utilizando o dito para a chamada limpeza ( e no caso de ainda sobrar, pois pode ser um dia fraquinho, fazer uma bola de papel ou um quantos-queres para entreter)


Pronto, acho esta questão muito pertinente e estou à tempo demais sem respostas, por isso espero encontrar no cone as minhas soluções.

segunda-feira, 5 de março de 2007

União de Leiria protesta jogo contra o Sporting.


Na sequência do passado encontro entre a União de Leiria e o Sporting, os responsáveis leirienses decidiram protestar o jogo. O Sporting já o havia feito, apresentando a expulsão de Liedson como permeditada. Contudo a direcção do clube da cidade do Lis afirma-se ainda mais prejudicada. "A expulsão de Liedson pode até ser uma situação algo complicada para o Sporting, isso não está em causa. Mas a nós expulsaram-nos o roupeiro. Como é que a malta se safa agora. Já temos 4 jogadores e o Domingos Paciência que se recusam a treinar se não tiverem a roupinha dobradinha e a cheirar a fresco, como é apanágio do nosso responsável pelos equipamentos. O próprio Fernando (Guarda Redes) trazia sempre uma ou duas camisitas para passar e agora como é que ele poderá fazer? Foi muito injusto e sentimo-nos muito prejudicados. Até a minha mulher já me enviou uma mensagem que dizia: "e agora quem é que lava a roupa da tua filha?".

Estas foram as palavras do Presidente da União de Leiria, João Bartolomeu na conferência de imprensa após o jogo com os leões.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Manuel Bento - Convocado para a selecção dívina

Para mim um icon das balizas portuguesas, sem dúvida o melhor guarda-redes de todos os tempos.
Jamais serás esquecido, descansa em paz.

Manuel Bento- Uma pequena Homenagem a um grande senhor


Quando era catraio e como quase todos os rapazes da minha idade, comecei a apaixonar-me pelo futebol. Contundo, ao contrário dos meus colegas, eu não queria marcar golos. Queria ser como o Bento.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Conjunto Francisco Gouveia - A vizinha convidou-me

Estava hoje a falar com o Espiga sobre música, revisitámos alguns clássicos, cantarolámos e tal...assim resolvi postar aqui um dos meus maiores videoexorcismos, é verdade sempre que tenho muita música foleira a martelar nesta cabeça recorro imediatamente ao Conjunto Francisco Gouveia.
Este agrupamento musical, não é para mim um conjunto pimba, mas sim uma referência da World Music, pois reparem bem na conjugação de elementos da cultura mundial, desde as danças, os chapéus, os instrumentos, tudo se funde numa mescla de culturas deveras interessante.
Eles são arrojados, inovadores e têm umas coreografias muito engraçadas...ora vejam lá!!!

Não gosto de me assoar

Tendo em conta que ando há cerca de 2 meses com o nariz congestionado em filas e filas de ranho, consegui chegar à conclusão que não gosto de me assoar, mais, acho que já sabia que não gostava de me assoar mas não sabia é porque é que não gostava de o fazer, continuava a mandar as culpas para cima do facto de não saber utilizar o espaço do lenço ou papel, e isto é verdade, para mim um lenço de papel dá para uma ou duas assoadelas (duas já esticando bem a corda e se não tiver muito ranho no nariz), não suporto ter de aproveitar o espaço de uma coisa que já usei, sei lá são coisas minhas!!
Mas o que na verdade descobri durante este período ranhoso é que não gosto de me assoar pois ao fazê-lo estou a perder oportunidades de tirar bons macacos.É verdade, gosto de tirar um bom macaco, tenho um culto e um ritual em torno disso e por isso acho que ao me assoar, estou a mandar fora famílias de macacos que não são tiradas por um qualquer dos meus 10 dedos das mãos e mais 2 dos pés que também se ajeitam.Gosto de todo o processo, desde a comichão no nariz, passando pela análise do tamanho até à parte final que consiste na construção da bolilnha depois do macaco já estar no exterior, gosto do processo todo, por isso enerva-me a potes, estar muito bem a tomar o meu duche e verificar que quase não consigo respirar de tanto ranho que tenho no nariz, quando começo a extrair a ranhoca cá para fora com a ajuda de água e não é que vejo na minha mão um daqueles que me levariam à loucura, fico doido:
"Chiça!!Outra vez pá!!E este era daqueles que tenho que fazer um gancho de polegar e ajeitar à saída com o indicador.Catano mais ao raio, este era valente!"

Big Al's Society

Porque é que é assim? Para quem é conhecedor da World Wide Web vulgarmente chamada de net, sabe que existem determinados sites onde o alegre “navegante” pode escolher momentos de prazer com a senhora que mais lhe apraz, através de uma óptima fotografia e uma descrição dos serviços prestados. Ora até aqui tudo muito bem, um site, um serviço, um produto, mas agora vem o busílis da questão, não deveriam mostrar a cara da respectiva? Eu só faço esta pergunta porque quando vou às compras, e escolho um peixinho para o forno, não compro se as guelras estiverem em mau estado, não deveria funcionar assim, a cara das saudáveis senhoras deveria ser mais uma opção de venda?! Ou será que quando se deslocam ao local de definido a senhora se apresenta sem cara? Para além de ajudar à venda do “produto” e do “serviço” certamente que ajudaria em grande parte os indecisos. Então daqui faço o seguinte apelo aos senhores responsáveis por este serviço, vulgarmente apelidados de “proxenetas” vamos lá alterar o layout destes supermercados e mostrar a cara das senhoras, de certeza que o negócio vai prosperar em flecha. Outro site que gostaria de referir é de um grupo de amigos que resolveram partilhar as suas fantasias com o resto do mundo. Pois eu sei que este assunto é para demais falado e que segundo o sexo oposto os homens só pensam nisso, e no futebol, mas acreditem que este site está construído duma forma muito consensual. Ou seja, não é um site totalmente dedicado à nudez, é sim um local onde um determinado assunto muito em voga hoje em dia é abordado de uma forma muito linear e directa. O Swing. www.fantasiasa4.blogspot.com algo que é de louvar neste blog é a interacção dos 4 criadores com os leitores, ou seja os postadores, lêem os comentários dos visitantes. Isto é incrível, já que este blog tem milhares de visitantes mensalmente, assim dá vontade de escrever. Relativamente ao tema, sei que não reúne o consenso de grande parte dos portugueses, na minha opinião Portugal, ainda está “preso” a muito tabus do passado, mas acho que estes quatro amigos, apesar de exporem o seu corpo irão certamente contribuir para o desaparecimento de mais um obstáculo à liberdade de pensamento e de expressão. Para eles desejo-lhes muita sorte e que continuem a mostrar que o mundo não é um local cinzento.

PiPes toma lá!

Big Al's Society

Música para recordar. Eu não sou dos maiores consumidores de música, mas também não me considero um leigo total nesse campo. Eu sou aquilo que se chama um ouvinte Q.B. Conheço minimamente ½ dúzia de grupos, dos anos 80/90, não vou dizer que quando toca uma música na rádio associo imediatamente um grupo mas se puxar um pouco pela massa encefálica só capaz de chegar lá. Mas o que realmente me fascina é a facilidade com que nós (geração) conseguimos ser outrora os maiores críticos dos nossos pais, e a medida que o tempo vai passando, passamos nós a ser alvo das críticas. - Nem pensar! Dizem vocês. Permitam-me discordar quantos de vós já se depararam com uma situação do tipo: Um grupo de pessoas, nós incluidos, música a tocar e de repente ouve-se: - Vamos agora ouvir um clássico, Guns and Roses com Sweet child o’Mine. A reacção da maior parte de nós vai ser: - Deixem ouvir! É pá os Guns!, aquilo é que era, aquele Slash, chiça e o Axl, aquilo é que era som. Se pararem para pensar vão encontrar as semelhanças existentes com os vossos pais. Assustador? Será que existe uma célula no corpo que se muta e faz com que os argumentos usados ao longo do nosso crescimento se assemelham aos dos nossos pais?! De certeza que muitos de vocês já depararam com o vosso rádio a na sintonia do Rádio Clube Português, e não vale a pena negar! Para mim a explicação é simples. É a nossa fase de auto resignação, começamos calmamente a encarar o amadurecimento de forma natural, e a música é a portagem que fica à entrada dessa auto-estrada que é a velhice.