terça-feira, 20 de maio de 2008

Exercício de risco!

Depois deste exercício a que me propus e que hoje trago aqui, vou ter que tomar um banho de lixívia, beber duas garrafas de bagaço, comer dois esfregões de arame e esfregar-me em amaciador de roupa para poder ficar devidamente desinfectado, pois isto de mexer no lixo ainda dá cá uma comichão.

Passando ao que interessa, decidi cruzar em prosa, 3 pesos pesados da má música que frequenta este país à beira mar plantado, aqui fica uma mescla entre “aquele Inverno” dos Delfins, “Aprender a ser feliz” dos Pólo norte e “Oh mãe” dessa one hit band que foi os Íris, assim fiz aquilo a que decidi chamar de:

Oh mãe! Quero aprender a ser feliz naquele Inverno

Há sempre um piano, nesta estrada, por caminhos incertos...oh mãe, aquele moço batê-me! Tão longe e tão perto do que eu quero ser, um piano selvagem, que nos gela o coração e nos traz uma imagem, a cantar uma balada, de sonhos despertos, de braços abertos para te conhecer…oh mãe, dê-me um pontapé no cu, mas na verdade estou aqui p’ra te sentir, p’ra te ver sorrir e tu na dizes nada, que raio de mãe és tu?
Há sempre uma lembrança, de um olhar a sangrar, de um soldado perdido em terras do Ultramar. Bem vês, companheira, por obrigação, estou a aprender a ser feliz, aquela missão, talvez também queira cantar-te baixinho, combater a selva sem saber porquê e sentir o inferno a matar alguém, aquilo que vou ser ninguém me diz…e tu, nã dizes nada oh mãe…já tenho a pêda encháda!!!!
Perguntei ao céu: será sempre assim? Dar-te o meu carinho e tudo esquecer, mas na verdade estou aqui pr’a te sentir, para te ver sorrir, poderá o Inverno nunca ter um fim? Não sei responder, só talvez lembrar que estou a aprender a ser feliz, aquilo que vou ser ninguém me diz, não sei responder, eu parto sozinho, percorro o destino às vezes sem querer, mas aquele moçe batê-me, e para eles aquele Inverno, será sempre o mesmo Inverno que ninguém poderá esquecer.


Chiça!!!!
Ora aqui está um valente pedaço de esterco!

Tenho que me ir desinfectar outra vez.




terça-feira, 13 de maio de 2008

Selar um amor de WC


Ora bem, após alguns meses afastado deste tema, eis que volto a uma temática que me agrada sobremaneira: casas de banho!

Como já fiz questão de demonstrar aqui, passo bastante tempo enfiado em lavábos, retretes, WC’s, casas de banho e afins.
Após uma mudança a nível laboral, acabei por me deparar com umas novas instalações sanitárias e, embora seja uma pessoa de fácil ambientação a este tipo de local, deparei-me com um local diferente daquele a que estava habituado, mas atenção, no bom sentido. Um local pequeno, agradável, limpinho, pouco confuso. Claro está que rejubilo com este novo poiso e ao fim das primeiras vezes já me sinto em casa. Após algumas visitas comecei a reparar num pormenor, não afecta em nada a minha relação com o local, mas levou-me a pensar em algumas coisas.
Ora muito bem, como se sabe, numa casa de banho tem que existir papel higiénico e, numa empresa, não há cá aqueles suportes de papel higiénico maricas que temos em casa, numa empresa os, e atenção a esta nomenclatura mais profissional, dispensadores que armazenam o dito papel são sempre com um ar mais profissional, são fechados (geralmente), apenas temos acesso a uma ponta do papel, têm uma extremidade da ranhura com uma pequena aresta que serve para cortarmos o dito papel, etc., etc.
Pois bem, neste novo espaço, deparei com um dado interessante e que me atazanou um pouco a cabeça. A marca que fornece o tal dispensador de papel higiénico é uma tal de KIMBERLY-CLARK. Nada contra a marca em si, pois até tem material de qualidade, uma linha sóbria, clássica, digamos até requintada (uma palavra apenas para o papel higiénico, caso algum representante da empresa esteja a ler este pequeno apontamento, poderão trabalhar um pouco ao nível do material, algo com outro tipo de aderência e mesmo com outro tipo de suavidade, nada contra, é apenas uma sugestão de melhoria). Mas se repararem bem para o nome da marca, rapidamente se constata que, Kimberly, salvo raras excepções, é nome de mulher, e Clark, salvo outras tantas, é nome de homem. Então porquê? Porque é que este nome está associado a este tipo de material, será que os donos da empresa são um casal? Será que, sendo um casal, e se tenham conhecido numa casa de banho, resolveram imortalizar o amor pondo o nome numa empresa que fornece acessórios de uso variado de casa de banho? Será possível este tipo de teoria? Eu não queria desbravar muito este terreno, mas é um facto incontornável, estes nomes são nomes de pessoas, por tanto é natural que este tipo de suposições apareçam, até mesmo piores, vamos imaginar que o casal se conheceu numa casa de banho pública…Clark, após consumado o acto de fervoroso sexo, diz para Kimberly:

“Sabes kimberly, a tua pele é suave como seda, o nosso amor nasceu neste pequeno compartimento sanitário desta discoteca, porque não imortalizar o nosso amor, e ao mesmo tempo fazer algum, montando uma empresa de produtos no sector da higiene sanitária?”

Ao que Kimberly responde com ar amoroso:

“Oh Clark...tu sabes gomo engatar uma miúda!! Vamos a isso!”

Pois provavelmente este casal, casou-se numa casa de banho, fez o copo de água num balneário e os rebentos deste amor chamam-se Marie-Ann Bathroom; John Kleenex e Katie Sophie Toilet Lid…

…Ora nunca se sabe!!!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Os cones escolhem!!

Pois aqui fica a minha escolha desta semana! Trago a este espaço, um dos grandes albuns do momento - O "23" dos Blonde Redhead - sem dúvida uma aposta em grande, aposta garantida de nomes como, e aqui não vou ser tendencioso, Thom Yorke dos radiohead. Tenho andado muito tempo de volta deste disco, confesso que até pode parecer dificil categorizar o estilo desta loura de cabeça ruiva, mas é algo que se entrenha assim nas veias, e vamos ficando automáticamente hipnotizados pela voz e pelos sintetizadores deste conjunto. Aqui fica o single mais conhecido do público - Silently - com aquilo a que eu considero um dos melhores video clips feitos nos últimos tempos, ora vejam e deixem-se levar pela imaginação, brilhante não é!!???

quarta-feira, 30 de abril de 2008

As escolhas da Buga

Comecei a treinar a minha cadela para fazer a suas belas mijadelas (desculpem lá o bom português) num jornal. Confesso que não está a ser nada fácil, mas este é um objectivo que me propus atingir até 2025. Contudo, em alguns momentos de iluminação transcendente, a dita bicha lá se engana e faz o serviço mesmo em cima do respectivo periódico.
Costumo colocar o "Público" como absorvente de urina e agora dei por mim a tentar perceber as escolhas da Buga, ou seja, em cima de que noticias é que a criatura alivia as suas aflições. Hoje as suas escolhas foram para:
1º mija em cima do Luís Filipe Menezes. O secretário geral do PSD foi metodicamente assinalado, penso que a sua efémera passagem pelo partido laranja não deixou boas recordações. O caos instalado nos sociais democratas é já uma imagem de marca, assim como as babuseiras do dr. Alberto João Jardim ou o ego desmesurado do dr. Pedro Santana Lopes que não lhe permite perceber que aquele não é o lugar dele... bem, também ainda não percebi se ele tem lugar em algum lado.
2ª mija em cima Eng. José Sócrates. Se não é fácil ser líder da oposição onde a única função é estar contra tudo e todos, também não é menos difícil ser Primeiro Ministro. O nosso P.M., que poderia dar saltos de alegria e andar nas nuvens dada a ausência de oposição ás suas politicas (em primeiro porque não existe qualquer partido que o faça e em segundo porque mesmo que houvesse o Eng. Sócrates não o ouvia) anda a ver se se espalha ao cumprido. A sua governação tem sido pautada pela desgovernação, uma sucessão pouco habitual de avanços e recuos nas decisões politicas que demonstra, não que o nosso P.M. esteja mais condescendente, mas sim que está com graves problemas de memória (deve de ser do cansaço).
3ª mija em cima do emblema do S.L.Benfica. Dei uma valente chinelada no raio da cadela e agora só coloco os suplementos de economia e o expresso emprego...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Um demónio chamado Buga


Enquanto seres humanos, nunca haveremos de chegar a lugar algum. Quando procuramos a perfeição e de certa forma encontramos o tão desejado El Dourado, pensamos: "Hum! Continua a faltar alguma coisa." A insatisfação é a maior qualidade do ser humano, como dizem alguns...

Eu tinha uma vida quase perfeita, descançada, tranquila e autónoma. Contudo, subitamente pensei: "E um cão? Não era giro ter um cão?"

Então, como um castelo de cartas à chuva num dia de vendaval, a minha vida desmoronou-se em volta de xixis e cócos de um ser que pesa pouco mais do que 1,5kg. Hoje pouco resta do individuo dinâmico e cosmopolito que outrora fui. Para além dos ganidos fora de horas, passo os dias agarrado a uma esfregona e a rolos de papel higiénico para limpar os bonitos presentes que a criatura vinda directamente do inferno me vai oferecendo. De manhã, nada é mais bonito que acordar e passar logo a uma análise intensiva dos tão adorados excrementos, não vá a criaturinha necessitar de uma nova desparatização.

De seu nome Buga, uma caniche de 2 meses de idade, este espécime que está longe de poder ser considerado um cão, assemelha-se mais a uma mistura entre o Belzebu, Hitler, Sadam Hussein e Charles Manson, tudo dentro de um fofinho fato de pêlo branco e narizinho cor de azeitona.

Esta filha de Satanás é o terror dos terrores, morde, rosna, faz xixis, estraga, faz xixis, ladra, faz xixis e faz xixis (nunca pensei que um ser pudesse urinar tanto sem morrer desidratado). Mas é a coisinha mais querida que apareceu cá por estes lados. Neste momento é o meu vício. E tal como um viciado em heroína, por mais mal que nos faça é impossível largar.

Apresento-vos a Buga! A actual dona do lar.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Na minha opinião...

...em relação à liga portuguesa de futebol, acho que isto está um bocado mal feito.
Quando uma equipa chega à chamada meta primeiro que as outras, pronto, a prova devia terminar e ficava tudo como estava naquela altura e acabou, escusava-se de estar com mais preocupações, pronto...aqueles acabaram primeiro pronto...fica assim!!

Não é por nada, mas realmente poupava-se tempo, dinheiro em deslocações, em contratos, etc...
Eu acho que sim, o Porto sagrou-se campeão no jogo com o Amadora e não se falava mais no campeonato, pronto, estava resolvido, jogava-se só os jogos da taça e mais nada!!

Eu acho o mais correcto, volto a dizer que não é por nada, até se virem bem, este ano é ano de Euro, portanto permitia aos jogadores descansar um pouco, retemperar energias e concentrarem-se sériamente em trazer o Caneco lá da Suiça e da Áustria.

Volto a dizer que não é por nada, mas isto já está ganho lá pelos gajos do Norte, portanto tá ganho tá ganho, não se mexe mais no assunto, para mim era assim!!

Poupava ainda uns tantos acidentes cardiovasculares!!!!

sábado, 12 de abril de 2008

Os cones escolhem!!

Pois bem, isto aqui pelo cone tem andando muito mortiço, é um facto, portanto está na altura de agitar as águas, tirar a cabeça da terra e voltar a alimentar algo que nos faz tão bem.
Assim sendo, hoje deixo aqui, aquilo que me tem posto aos saltos e aos berros no carro, não só este genial Tic Tic Tic boom, mas como todo este novo blak and white album dos The Hives, muito bom! Estes meninos visitaram o nosso coliseu há dias e diz quem foi...que foi uma autêntica Bomba, ou nao estivessemos a falar na oitava melhor banda do mundo ao vivo, segundo os entendidos. Mas não desesperem, eles voltam em julho no Oeiras Alive!!
Para quem diz que o rock morreu, ele não morreu apenas vestiu novas roupas e provou que nunca mas nunca morre...

Como tudo o que é bom!!!

Aqui deixo esta bomba para agitar as águas do cone!!!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Hoje dei comigo...

a cantar uma versão que fiz à alguns tempos de uma canção do Zucchero, sim o italiano barbudo!!
Era uma versão muito minha, tinha muito o meu cunho pessoal e envolvia pêlos púbicos...dei comigo a rir à gargalhada!!

Só mostra que as coisas boas não se apagam nem se esquecem, mesmo quando juntam o Zucchero e pêlos que circundam orgãos sexuais!!!!

Acho que vou gravar uma tape e mandar prá EMI VALENTIM DE CARVALHO, pode ser que pegue!!!

Um bem-haja!!!!

quarta-feira, 19 de março de 2008

O Serviço Público do Spongebob

Em primeiro lugar permitam-me que sublinhe a profunda repulsa que sinto pela nova geração de desenhos animados. Noddy, Bob o Construtor, etc, etc.
Às vezes questiono o que devem sentir o Sport Billy, o Tsubasa, o Mutley ou o Postman Pat (e não a merda do Carteiro Paulo de agora - o homem chama-se PAT) devem sentir ao presenciarem a emergência desta nova vaga de estrelas da pequenada.

No entanto, e graças à extrema generosidade da TV Cabo, que descodificou o Nickelodeon nas férias da Páscoa, durante um zapping parei a ver um anúncio (acho eu) do Spongebob.
Agora questiono-me como foi possível deter-me ao ver um boneco animado que é uma esponja de gravata. Terá sido à espera de ver a cotonete de cartola? Ainda não consegui explicar.
Mas pronto, o mal já estava feito. O anúncio tinha como finalidade didática advertir os mini-espectadores para os malefícios da contrafacção.

Do género: "Vê bem o Spongebob, achas que este é o Spongebob verdadeiro? NÃO! Este Spongebob tem as calças circulares!"
"E este, vê lá este? Achas que este é que é o verdadeiro Spongebob? NADA DISSO! Este Spongebob tem as calças triangulares!"
"E agora? Será este? Não! Este Spongebob tem as calças DODECAÉDRICAS!"

Finalmente apareceu o Spongebob com as calças quadradas e pronto, foi uma alegria.

O que importa reter é que o Spongebob não só nos alertou para o problema da má contrafacção como ainda, se isso não bastasse, nos ensina que nome se dá a um poliedro de doze faces!

No anúnico seguinte devíamos ter algo do tipo o Spongebob a falar sobre os perigos da condução sob o efeito do álcool ou de estupefacientes ao mesmo tempo que nos ensinava o Teorema de Pitágoras.

Obrigado Spongebob!

sexta-feira, 14 de março de 2008

Eddie Vedder - Guaranteed - Video da Semana

Como certamente muitos dos nossos leitores, o meu estado de espírito oscila frequentemente entre o radiante e o depressivo. Para tentar minorar os "estragos" das flutuações de humor, recorro à música.

Sempre que sinto que estou a entrar na espiral da "pseudo-depressão" (porque, felizmente, acho que nunca estive verdadeiramente deprimido) recorro a qualquer coisa de Pearl Jam. Há qualquer coisa na voz do Eddie Vedder que me acalma e, como que, me comprime a caixa torácica. Nada como um pequeno nó na garganta e até, talvez, umas lagrimazinhas marotas para, na manhã seguinte já poder voltar a colocar os Red Hot na playlist.

Enjoy