segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Vida e Graça de Alípio

Caros amigos e amigas

Irei dar ínicio a mais uma rubrica. Uma novelita do tipo "Relatos da Vida de um Médico" Espero que acompanhem e disfrutem dela tão mais quanto eu.

Episódio 1

Alípio jovem garboso que frequenta a escola de secretários de Caniçais Cimeiros, pequena vila junto de Riachos Azedos, é o nosso herói. Estuda para poder ser escriturário na Junta de Bicas, terra que o viu nascer e que o aparou, sim Alípio caiu no dia do nascimento no meio da bosta, a sua mãe estava ordenhar as vacas quando nasceu. Tornando o seu corpo numa bela tela de arte rupestre, na zona do mamilo esquerdo desenvolveu-se uma mancha acastanhada em forma de Mini aspirador, e no mamilo esquerdo uma bomboca de morango vai crescendo de forma uniforme em direcção ao umbigo em forma de azeitona. Desde pequeno que sonha em ser um homem bem sucedido, comprar uma Famel (Fdx A Mota É Linda), um vídeo gravador e o seu maior sonho de todos ter um esquentador que lhe permita tomar banho todas as semanas. Alípio é um rapaz na casa dos 20 e poucos anos, vive na pensão da Dona Idalina, por cima do café Central, na rua que sobe para o consultório do Dr. Salsa que é primo do homem do talho que vive na rua da Dona Chica, prima do Carlitos da Farmácia. Passa os dias a vaguear pela baixa de Caniçais, em busca do verdadeiro amor, que lhe foge desde a 4ª classe, altura onde teve o seu primeiro contacto com o tão badalado “AMOR” quando a filha da dona Joaquina lhe deu um pontapé na nuca. Alípio tinha caído à entrada da sala de aula e Constantina, que sonhava vir a ser jogadora de futebol, assim que viu a cabeça de Alípio a bater no chão, pontapeou quase instantaneamente a nuca do colega. O amor “acertou” em cheio em Alípio que desde então, fala de uma maneira estranha de Constantina, principalmente por causa dos danos cerebrais causados pelo pontapé, mas também porque foi a única mulher que lhe deu bola………by espiga

sábado, 9 de dezembro de 2006

A Canhola

Hoje e conforme diz o ditado, uma imagem vale mais do que mil palavras. Assim, aqui fica uma pequena perola que vem no meu saco do pão.



Agora só não sei se é para comer ou para bater?

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Aquilo é que era vida...

Aproveitando o facto de estar "preso" na melancolia da casa de campo de meus sogros, vou inaugurar a minha participação a solo neste mui prestigiado Blog.

Como tenho estado de férias nestas últimas duas semanas, passo a maior parte dos meus dias dividido entre sestas no sofá, jogar Playstation e ver televisão. E foi precisamente este último passatempo que me provocou um esgar de dor misturado com alguma nostalgia. Dor porque carreguei na tecla 4 do meu telecomando quando estava a dar aquela rubrica onde indivíduos que não têm mais nada para fazer (e tanta rua que há aí a precisar de ser varrida como deve de ser...) se entretêm a debater temas que não têm interesse absolutamente nenhum da vida de pessoas que não interessam a ninguém. Foi ao ver isso que o seguinte pensamento me assolou: - "Oh Ogre, o que é feito da televisão, nas tardes dos dias de semana, de antigamente?" - Isto porque eu aprecio fazer perguntas a mim próprio, sabendo de antemão que não vou conseguir responder...

De repente voltei a ter 8 anos... Estar na escola, já quase uma hora, a ter Meio Físico e Social (nunca cheguei a perceber o que é que se dava nessa disciplina) quando toca a campaínha. Toca a arrumar criteriosamente os 4 livros, por ordem de disciplina, arrumar o caderno diário (aqueles com capa amarela onde escreviamos o nome e o número) no armário da sala de aula, pôr a gigantesca mochila às costas e correr até casa da minha avó, onde, se tudo corresse bem, o almoço era carne.
Tudo correu bem, bife com batatas fritas e o mítico ovo a cavalo! Uma vez aspirado o almoço, toca de ir fazer os trabalhos de casa. Normalmente, na disciplina de Português, a Sra. Professora (no caso, a D. Lúcia) lia um texto e mandava assinalar certas e determinadas palavras com um "o" e/ou um "x".
Se a palavra tivesse só um "o" tinhamos só de decompô-la, se tivesse um "o" e um "x", além da decomposição ainda incluía uma ida ao dicionário para ver o seu significado. Depois, no caderno dos TPC's ficava mais ou menos isto:

marcador
mar-ca-dor
marcador
O Ogre utiliza o marcador para pintar o desenho.

Repetido para as cerca de 20 palavras que traziamos por dia. Depois dos trabalhos estava livre para fazer o que quisesse e, invariavelmente, o que eu queria era sentar-me à frente da televisão à espera das 14h30, 15h. Eis que começava, já não me lembro da música, nem do genérico, mas ainda guardo uma imagem num recanto da minha perturbadamente da D. Vera Roquette. E digo D. Vera Roquette porque, apesar de ter sido a primeira mulher por quem tive uma forte atracção, era mais velha que eu e, por isso, carecia de um trato respeitoso.

Haverá melhor programa do que um que nos dava uma opção de escolha entre duas séries e, como se isso já não bastasse, ainda nos proporcionava momentos de puro deleite com outra série enquanto nos decidiamos? Eu torcia sempre ou pelos "Soldados da Fortuna" (Agora o "Esquadrão Classe A - versão brasileira Herbert Richards") ou pelos "Três Dukes". Enquanto lá no cantinho se podia acompanhar a votação em directo (a minha mente gritava, de tempos a tempos, "VOTEM NO BLOCO A, PAROLOS!") eramos contemplados com um episódio das aventuras do "Tom Sawyer". O mundo não podia ser mais perfeito. Esperem, podia sim. Faltava pedir à minha avó que me arranjasse uma carcaça com tulicreme ou com manteiga e açúcar. Agora sim, o mundo é perfeito. Como se não bastasse, o Bloco A vence por larga margem. Depois do Tom Sawyer ainda vou poder ver os "Três Dukes"! E quando acabar, o meu primo vai chegar da escola e vamos poder continuar a construção dos nossos carrinhos de rolamentos!

Como a vida era simples...

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Big Al's Society

Parodiantes de Lisboa
Lisboa 1947

Ogre trabalhava como locutor na rádio Peninsular, apresentava o programa “ Vira o Disco”, corria a época do pós guerra. Ogre tinha servido na frente de batalha, sandes e refrescos: Após perder 1/2% da visão da vista esquerda, enfrentava agora um novo desafio na sua vida, entregue a uma realidade bem mais calma, tinha no seu programa de discos pedidos o seu escape para esquecer os traumas de guerra. Mas Ogre não se sentia realizado, queria mais, depois de uma parceria falhada com Luís Vaz de Camões, que acabou com uma facada na vista de um deles. Ogre sonhava agora com um estilo de comédia que só viria a ter o seu bum 58 anos depois, o “stand up comedy”. A caminho de sua casa no Cacém, Ogre tinha muito tempo para pensar no novo programa que idealizava, o trânsito para aquelas zonas é algo que dura há séculos, como a velocidade era mais próxima do parado do que do rápido e o trânsito muitas das vezes é uma paródia, nasce o primeiro nome do projecto:

- Parada da Paródia


O programa foi aprovado e começou a ir para o ar todas as terças feiras pelas 20 horas, sendo Ogre do SCP isso não lhe criava problemas já que não corria o risco de perder os jogos da liga dos campeões, pois a sua equipa raramente era apurada para essa prova. Mas o nome ainda não era bem o que ele pretendia, lembrou-se então de pedir ajuda a um velho amigo, Francisco Ribeiro (Ribeirinho) que actuava no teatro da Trindade com a Companhia dos Comediantes de Lisboa, que lhe deu a ideia de chamar ao programa “Parodiantes de Lisboa”. O programa rapidamente adquiriu uma legião de fãs, inclusive várias personagens famosas assumiram publicamente serem fans da rubrica “Patilhas e Ventoinha”, inspirado no Pipes que tinha prendido as suas patilhas numa ventoinha que Ogre tinha no estúdio.


Ogre acabou por viajar para EUA, em 1960, onde realizou inúmeros filmes de Jerry Lewis, depois de ganhar um Óscar mudou-se para o Brasil depois de assinar um contrato milionário com a rede Globo.

OS PARODIANTES DE LISBOA, só gostava de deixar uma palavra de agradecimento a todos aqueles que deram voz aquele que foi e sempre será o melhor programa que a rádio alguma vez viu. by espiga

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Ode a 3 palavritas!!!!

Por ser fã das palavras BIDÉ, TRUSSES e PIAÇABA resolvi fazer uma cantilena


Peguei no Piaçaba e limpei
A sanita antes do bidé
Como estava de trusses caí
Por sorte não parti um pé

Quando me levanto reparei
Que o piaçaba estava conspurcado
Fui rápido ao bidé
E com os trusses limpei-o um bocado

Olha que coisa a minha
Para o que me havia de dar
Limpar o piaçaba com os trusses
Sem a aguá do bidé usar

Mas como se não bastasse
Deixei o piaçaba cair
Para dentro do bidé
Antes dos trusses eu vestir

Assim tinha eu
Um bidé atascado
Com uns trusses mais que sujos
E um piaçaba conspurcado

Raios! Chiça! Gritei eu
Que bonita confusão
Sujei o bidé, o piaçaba
E os meus trusses de algodão

Quando num fim reparei
Nem queria acreditar
Com as palavras bidé, trusses e piaçaba
Tinha acabado de brincar

Para acabar a cantilena
Tenho que voltar a escrever
Trusses, bidé, e piaçaba!!
Numa Ode a Valer

Big Al's Society

Muitos de vós já se questionaram sobre este tema mas ainda não terão descoberto resposta para ele. ONDE PARA DOM SEBASTIÃO?
Eu irei ter o prazer de desvendar o verdadeiro mistério do seu desaparecimento.



Lisboa 27 de Julho de 1578

Trepas acorda depois de mais uma noite de farra nos paços reais. D. Sebastião tinha organizado mais uma das suas famosas festas para o “jet-set” lisboeta. A noite tinha sido bem regada e bem “recheada” pois o Pipes tinha lá aparecido com umas amigas indígenas, e, depois já se sabe, como é, o Pipes a por música o Trepas a dançar, a corte fica doida. D. Sebastião tinha muito gosto em convidar os amigos para as suas “raves”, algo que nunca foi muito bem aceite pela sua família espanhola. O seu primo Filipe II, tinha imensa inveja dele, pois era gago, estrábico, canhoto e com gostos sexuais duvidosos. Mas não vamos entrar em intrigas, até porque D. Sebastião gostava delas bem roliças, segundo ele, quanto mais chicha tinham as moças mais macias seriam. Trepas levanta-se e faz o seu exercício matinal, duas flexões e 1/2, 5 passagens de mão no cabelo e dois coça escrotos. Tinha combinado ir almoçar com o amigo Sebas (D. Sebastião), conheceram-se na escola militar do Campo Alegre durante a recruta, ambos eram vidrados em desportos radicais, como tal tornaram-se imediatamente bons amigos e estavam a organizar uma “Surf trip” com o Pipes a Marrocos.
Chegado ao palácio no seu cavalo árabe de nome Rashid Muganga, reparou num incrível aparato à porta. Pensou logo: (…) – Ui ui! Não me digas que as indígenas eram menores?! (…) – Mas não, eram já os preparativos para a viagem a Marrocos. D. Sebastião iria aproveitar esta “Surf trip” para fazer uma limpezazita étnica, como ficava em caminho ia “limpando uns infiéis”. Mas, em Gibraltar, já estava D. Filipe II, a caminho de Alcácer Quibir para preparar uma armadilha ao seu primo.


No dia 3 de Agosto de 1578, a trupe toda acampou à porta de Alcácer Quibir, num tipo de Orbitur Marroquino, parecido com o da Costa da Caparica, mas sem as roullotes de febras. (dejá vue). Na tenda do Pipes, já se fumega, Sebas saca de um saco de maconha, e começa a enrolar, enquanto um pouco mais ao lado Trepas enrola uma marroquina. À GRANDA TREPAS! A meio da noite, Sebas já completamente alucinado, grita: (…) – Fdx, por muy corajoso que soy El Rey deste muy maravilhoso reyno, não irei combater. Irey muy declaradamente imigrar para el reyno de Aus Trália, sei que belas ondas lá se formam bem abastadas de vento “off shore” (…) – epá cum catano por esta é que não estavam à espera! O Dom Sebastião foi para o país que hoje é chamado de Austrália. Trepas ainda o tentou dissuadir, mas sem resultado, além disso já era tarde e o pessoal já estava bem aviado. No dia 4 de Agosto de 1578, lá se levantaram, uns para irem à guerra, outros para irem à Pastelaria Carcaça Arabista e outros para irem para a Aus Trália. E em relação a D. Filipe II, esse foi visto a sair do Café Turco a andar de perna arqueada.
E assim caí um dos maiores mitos da história portuguesa. by espiga











segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Big Al's Society

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A Minha Agenda

Com a chegada do Natal, sou invadido por uma antiga angustia. Por mais que devore todos os intervalos, em todos os canais, há mais de 15 anos que não a vejo. Já devem ter adivinhado do que falo. É verdade: "A Minha Agenda".
Durante a infância fui marcado por 3 coisas, as bombocas sabor a morango, as pastilhas pirata e "A Minha Agenda". Quando chegava a época natalícia, lá começava ela:
"Pró Natal, de presente, eu quero que seja... A Minha Agenda! A Minha Agenda!" Estou deprimido demais para falar da construção gramatical desta frase, pois, "A Minha Agenda" nunca foi minha!!!
Nunca consegui obter esse manual de sobrevivência infantil. Como tal, fui sempre colocado de parte! Nunca lhe toquei, nunca senti a textura das suas folhas ou a dureza da sua capa. A televisão foi o único elo que me ligou a esse Santo Graal. Lutei incessantemente pela sua conquista, atravessei Continentes e Oceanos para a encontrar. Bem, não foi tanto assim, quanto muito ia até à papelaria do final da rua e talvez, em dias de chuva, lá tivesse de saltar uma ou outra poça de água. Desculpem o exagero, mas estava lançado. Enfim, todos os natais implorei pela “A Minha Agenda” e em todos acabava presenteado pela decepção de não a ter. Os anos passaram, fui crescendo, mas nunca a esqueci. Um amor platónico nunca visto, conhecia-a por dentro e por fora. Ela tinha jogos, receitas, anedotas, magia e tudo o que realiza e completa um ser humano.
A minha angustia foi aumentando à medida em que "A Minha Agenda" desaparecia nos confins do éter televisivo . Ano após ano, o anuncio na TV ia sendo reduzido, chegando ao extermínio. Foi a dor mais forte desde que soube que o Presto não tinha glutões verdes que comiam as nódoas! Como tal, fui apenas sobrevivendo com esta dor. Amargurado e sentido, tive de a reprimir e encarar a vida de frente. Ainda mantenho a esperança de que “A Minha Agenda” esteja bem, com quem a saiba cuidar, que tenha feito todas as suas receitas, lido as suas anedotas e aprendido as suas magias.

Vivo na certeza de que este amor à distância não morrerá e sei que apesar de nunca ter sido minha, “A Minha Agenda” jamais me deixou!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Finalmente!! Aquilo que ninguém quer ouvir

Hoje venho aqui com o intuíto de não ser meiguinho e de finalmente poder mandar cá para fora tudo aquilo que tenho dentro de mim (sem ser gazes) à já muitos anos sobre a música mais ouvida e cantada de sempre para as crianças: Atirei o pau ao Gato!!!!!!!

Pois bem, comecemos por questões: qual a primeira canção que cantamos e tentamos ensinar a uma criança? R: Atirei o Pau ao gato; qual a música que mais catarolamos ao ouvido das crianças? R: Atirei o pau ao gato
Parece-me óbvia a fixação com esta cantilena e com o facto de a tentarmos impingir às crianças desde tenra idade, mas o que é facto é que esta canção é mais violenta que um filme do Chuck Norris, atentem ao..."Atirei o pau ao gato to to", começa muito bem, não começa? então estamos a atirar um pau a um gato, sem nenhuma razão aparente pois então e como se não bastasse ainda colocamos uma repetição ridicula da ultima siliba da palavra gato para preencher um espaço musical que ficava vazio, continuemos... " Mas o gato to to não morreu eu eu"... ora muito bem vamos pensar sobre isto, se eu lhe atirei um pau e se digo que ele não morreu, é porque, e corrijam-me se estiver errado, EU QUERIA QUE ELE MORRESSE, certo? assim temo-nos a atirar um pau a um gato, sem razão aparente para o fazer, com o objectivo de matar o gato, e mais uma vez voltamos com a lengalenga de repetir a última silaba, não bastava a palavra gato, ainda lhe pusemos mais a palavra morreu em cima e isto, meus amigos, é uma bola de neve, podemos correr sérios risco de os nossos filhos ficarem com um problema na fala e andarem o resto da vida " oh pai ai ai, anda cá cá cá, pois o jogo, pois o jogo não está a dar aaarrr!".
Vamos seguir... " Dona Chica ca ca, assustou-se se se, com o berro com berro que o gato deu MMIIIIAAAUUUU", ora bem, sobre as repetições das silabas, nem vou falar mais para nao correr o risco de ser eu próprio muito repetitivo, sobre o resto, acho que já esntendemos um pouco aquilo que aqui está implicito, uma palavra apenas para a dona Chica, que não é tida nem achada para o facto de atirarmos um pau à cabeça de um gato, com o intuito de o matarmos e sem razão aparente, mas lá aparece ela, não sabemos quem é, nem qual o papel na história, mas se é só para dizer que alguém se assustou com o berro do sacana do gato... dddaahhhh pois claro!!! Então se atiramos um pau à cabeça de um gato, sem razão aparente, provavelmente o gato está distraído e se o queriamos matar, quer dizer que atirámos o pau com uma força do catano, razão suficiente para alguém se assutar claro, pois o bicho deve fazer uma chinfrineira doida, por isso é óbvio que a dona Francisca deve ter dado um salto valente lá da chaminé... sim pois chaminé, ela estava sentada numa chaminé e ninguém, ninguém se senta numa chaminé raios!!!

Pois bem, quero apenas dizer que se um dia eu tiver um filho vou optar por uma de duas versões desta música, ou vou escolher a versão boazinha e não meto ninguém a tentar matar gato algum, ou então digo "olha filho, vão-te começar a cantar uma música sobre atirar um pau a um gato, e o gato não morre, pois bem filho o objectivo é matar o gato percebes? Por isso não cantes que atiraste o pau ao gato, canta antes que mandaste uma rajada de tiros de g3 ao gato, ok??!!"

P.s - prá semana falamos da música do cavalinho que não sai do lugar, ok??

Nel Monteiro: Esse Mito!

Hoje presto a minha grande homenagem ao criador de “Azar na Praia”. E neste momento faz-se luz, sim Nel Monteiro, ou autor de “Como é que eu hei-de me ir embora com as perninhas todas á mostra e os marmelinhos quase de fora!” É sem a menor duvida um vulto da musica popular ligeira portuguesa. Nascido em Barrô (Resende) este monstro da musica nacional, deixou o seu Stand e Automóveis e dedicou-se àquilo que melhor sabe fazer, cantar. Da sua vasta obra surgem-nos pérolas como “Alô Alô Maria Antónia”, “Motorista olha o balão”, “Armanda sai da varanda” ou “Bronca na discoteca”. Mas este homem, sempre bem disposto e mordaz, motivado por uma angustia constante, sentindo-se incapaz de tornar este nosso cantinho um lugar melhor, surge já este ano com uma bomba, um grito de revolta e de basta. Laça assim o seu mais recente álbum “Puta Vida Merda Cagalhões”. E daqui parte a minha maior admiração por Nel Monteiro, de créditos firmados na musica nacional, parte para a contestação. É um exorcismo que Nel Monteiro executa a todos os podres da nossa sociedade.Fica aqui o meu primeiro piscar de olho a este homem, e a certeza de que da sua mente brilhante e mestria no que respeita á escrita, rapidamente sairá uma nova obra prima, que nos vai surpreender e agarrar como um vicio impossível de abandonar.





By: Trepas